Formação

São Maximiliano Kolbe: o Cavaleiro de número 16670

Em 1914, após 3 anos dos votos temporários, Raimundo emite a profissão solene, se tornando franciscano e então Frei Maximiliano “Maria” Kolbe. Ele acrescenta “Maria” ao nome religioso, exprimindo a característica de sua espiritualidade.

Tatuado com o número 16670, no campo de concentração em Auschwitz, o cavaleiro da Imaculada, Raimundo Kolbe, nasceu na Polônia em 1894 de pais muito católicos, da Ordem Terceira dos Franciscanos, teve sua primeira experiência com Nossa Senhora aos 10 anos de idade.

Sua mãe, após a morte do esposo, se retirou para um convento beneditino e em uma carta narrou a experiência mística de seu filho: “Tremia pela emoção e com lágrimas nos olhos me disse: ‘apareceu para mim Nossa Senhora, tendo nas mãos duas coroas: uma branca e outra vermelha. Olhava-me com amor e me perguntou se as queria. A branca significava a pureza e a vermelha o martírio. Respondi que aceitava… Então, Nossa Senhora me olhou com doçura e desapareceu!‘. A mudança extraordinária nele para mim atestava a verdade da coisa. Nem sempre era compreendido em cada ocasião, acenava com o rosto radiante a sua desejada morte de mártir. E eu estava pronta, como Nossa Senhora depois da profecia de Simeão.

Em 1914, após 3 anos dos votos temporários, Raimundo emite a profissão solene, se tornando franciscano e então Frei Maximiliano “Maria” Kolbe. Ele acrescenta “Maria” ao nome religioso, exprimindo a característica de sua espiritualidade. Se tornando sacerdote em 1918, porém em 1917 fundou a Milícia da Imaculada em Roma, com sete jovens frades cujo lema era “Conquistar o mundo inteiro a Cristo sob a mediação e proteção de Nossa Senhora”.

Pe.Kolbe, foi professor,missionário, escritor e editor da revista Cavaleiro da Imaculada (Rycerz Niepoklanej). O sucesso foi tanto que em 1927, máquinas ocuparam a cozinha e o refeitório, os corredores do convento estavam repletos de cartas e revistas. Os membros poloneses eram 126.000 e o “Cavaleiro da Imaculada” tinha uma edição mensal de 60.000 cópias.

O sentido das duas coroas ofertadas ao santo ainda criança, por Nossa Senhora, se concretizou em seu martírio no campo de concentração em Auschwitz em 1941. Como um verdadeiro cavalheiro, Maximiliano Kolbe, depois de muitos sofrimentos, oferta sua vida em troca de outro homem, que tinha mulher e filhos. Aceita a troca, passa os últimos dias junto a outros nove companheiros, preso sem água e comida em meio a cânticos e louvores. Após duas semanas, somente Kolbe e outros três prisioneiros resistiam a desidratação e a fome, permaneciam vivos. Os guardas queriam a cela vazia e deram em cada um uma injeção letal de ácido carbólico.

Hoje os números podem não ser tatuados em nossos braços, mas com certeza estão todos os dias impressos em nossas mentes como números de senhas, identidade, CPF, passaporte e tantos outros que movem e abrem portas para nossa vivência na sociedade. Não são números qualquer, mas algo que nos identifica. São Maximiliano, por seu caráter, testemunho e oferta concreta de vida, já no campo de concentração, não era mais um número, mais um prisioneiro, ali já despontava nele o desejo do martírio e da santidade, e dizia: “A expressão «faça-se em mim» deve ressoar constantemente nos nossos lábios, pois entre a vontade da Imaculada e a nossa deve existir uma harmonia completa. Então que devemos fazer? Deixemo-nos conduzir por Maria e nada teremos a temer”.

São Maximiliano Kolbe, rogai por nós!


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