Formação

“Um homem consagrado a Maria jamais será o mesmo”

Ainda no ventre de minha mãe, tive a imensa felicidade de ser confiado e consagrado à Santíssima Virgem pela imposição de mãos de um sacerdote. Era um dia votivo a Nossa Senhora Auxiliadora e, sem dúvida alguma, foi de uma incomparável alegria que só fui descobrir depois de muitos anos.
Pela infinita bondade de Deus, tive a graça de ser educado em colégios católicos e bem marianos. Louvado seja o Senhor por esta bendita preocupação dos meus pais.

Durante toda a minha vida Maria esteve presente de uma maneira marcante, às vezes silenciosa, quase imperceptível; outras vezes com santas, inexplicáveis e poderosas intervenções. Por ela, tenho a certeza do amor de Deus que cura, poupa, restaura e, verdadeiramente, liberta de males e vícios rotulados pelo mundo como quase sem jeito.

Lembro-me como se fosse hoje das palavras fortíssimas e decisivas de um sacerdote italiano no Congresso Mariano realizado pela Comunidade Católica Shalom em 1998. Tal sacerdote afirmou, com uma certeza incrível, que “um homem consagrado a Maria jamais será o mesmo”. A partir daí, recordei-me da minha história como um rápido filme.

Hoje, graças à virtude e ao terno amor da Virgem Mãe, sou um seminarista consagrado na Comunidade Católica Shalom. Devo unicamente a ela este chamado, pois tenho a convicção de que não possuo mérito algum.

É ela, a Divina Pastora – como é chamada pelos carmelitas – quem tece em nós um coração sacerdotal, um coração decidido a dar a vida pelas ovelhas do Senhor. É ela, a Mãe da Caridade, quem ordena os nossos corações, tão infiéis e atribulados, a vivermos na fé, na esperança e no amor, a tudo esperarmos, a tudo suportarmos, a sermos pacientes, a não buscarmos os nossos interesses. É ela a mestra das bem-aventuranças, a mestra do silêncio, da pureza e da humildade.

Maria, Doutora da Verdadeira Ciência, ensina a nós, seminaristas, a Sabedoria da Cruz, loucura para muitos, mas vitória para aqueles que realmente amam a Jesus, e auxilia a não nos envaidecermos com os importantes estudos filosóficos e teológicos que precisamos ter.

Como seminarista Shalom, quero ter como filosofia o amar, e dizer sempre sim a Deus, a exemplo de Maria. Quero ter como teologia a oração, o silenciar, e deixar-me conduzir por Deus, a Ciência da Cruz, o anúncio da Paz e o amor à Igreja, a exemplo de Maria.

“Minha alma exalta o Senhor e meu espírito se encheu de júbilo por causa de Deus, meu Salvador, porque ele pôs os olhos sobre” mim, seu pobre e indigno filho, e me deu por mãe a sua Santa Mãe, Maria. Louvo o Senhor por esta singela presença materna em minha vida e pelos poderosos frutos de sua eficaz intercessão.

“Ego sum totus tuus”, diz o Santo Padre. Com ele, também quero ser “todo teu, Maria”!


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