Formação

Um olhar jovem sobre a Amoris Laetitia 

Precisamos de famílias novas, para um mundo novo…

 
Uma exortação apostólica é um documento – menos extenso do que uma encíclica – e que possui orientações para um público determinado. Uma característica comum das exortações é dela ser redigida após algum Sínodo (reunião) e dirigida a um público especifico da Igreja, que no caso da Amoris Laetitia são as famílias e as pessoas que as orientam: bispos, presbíteros, diáconos, consagrados e leigos! 
 
Além disso, a exortação é um documento que nos conduz a uma mudança de direção e nos apresenta caminhos à luz do evangelho, para que diante das mudanças atuais, tenhamos a postura de “cristãos autênticos”. Combater a divisão em nossas casas, o feminismo, o egoísmo, a falta diálogo e de caridade e diversas realidades da vida família, são questões apresentadas nesse documento.
 
É uma exortação grande e rica, por isso se você já possui uma rotina de oração, procure ver com seu acompanhador ou sacerdote como inserir esse documento nos seus estudos pessoais, de modo a progredir mais ainda na intimidade e na vontade de Deus. Caso você não possua uma vida de oração, procure também seu sacerdote e busque com ele crescer nesse caminho… No final desse post, você encontra o link para acessar a exortação que é disponibilizada em vários idiomas e de forma gratuita para todos os fieis, podendo também ser adquirida de forma impressa em livrarias católicas a preços acessíveis.
 
Notas especiais…
 
a) “O desejo de família permanece vivo, especialmente entre os jovens…” (p. 01). – Apesar de estar vivendo em uma época em que os casais preferem bichinhos ao invés de belos filhos! (Nada contra os animais são dons de Deus também!) Mas, a família nada substitui. A família é um dom imenso. Nesse parágrafo, e em muitos outros o Papa pede para que os pais concedam aos seus filhos um novo diálogo. Falem de ser família e assim nos tornar mais família! Sem medo dos desafios… Dialoguem sobre a alegria! Não deixem que nossos jovens corações temam por ver um testemunho amedrontado e cansado dos desafios… Não deixem que nossos jovens corações temam encarar esse alegre chamado de Deus… Casais testemunhem! Para que esse desejo que está vivo em nós – jovens, aflore mais ainda e ganhe espaço na humanidade que infelizmente, vive desacreditando matrimônio.
 
b) A sua família precisa encorajar outras famílias a reconstruir sua casa sobre os verdadeiros valores cristãos, sendo assim sinal de misericórdia no mundo! (p. 05). Anunciar que “FAMÍLIA NÃO É UM PROBLEMA MAIS UMA OPORTUNIDADE!” (p.07). Nossa família é a oportunidade que Deus nos dá para crescermos no amor puro, total, fiel e fecundo! E o amor fecundo chega ser sinal das realidades mais íntimas de Deus”. Jovens colegas, gravem isso no coração de vocês: O amor verdadeiro, aquele que é reflexo da vontade de Deus, o amor puro, o amor divino, ele revela e exterioriza as realidades mais íntimas de Deus! Quanto mais fecundo, mais demostra onde está enraizado! 
 
c) Silêncio, obediência, respeito… Isso edifica e firma uma família em Deus. Deus, que é perfeito, se faz fonte perfeita de harmonia e amor eterno! Olhar para essas recomendações e ir reinserindo tudo em nossa família, nos concede olhar para a vida matrimonial com um olhar livre das ameaças do mundo, com um olhar corajoso, que confia e que vence no Amor. É crescendo nesses dons dentro do nosso lar, que vamos dando passos concretos para construir nossa família junto ao coração de Deus.
 
d) Uma coisa muito forte nos parágrafos (24 – 26) é quando o Papa expressa o valor do trabalho. O trabalho de nossos pais gera estabilidade e fecundidade no seio de nossa família e inúmeras vezes, nós como jovens ambiciosos e orgulhosos, não amamos e respeitamos esse trabalho. Trabalho que gera dignidade, e  que nos sustenta sempre… Infelizmente desprezado porque temos vergonha de dizer quem são nossos pais… Ou até aceitamos, mas absorvendo tudo que é fruto desse trabalho de forma egoísta, porque
apenas queremos ter, possuir, controlar, comprar, comprar, comprar! É jovens, aqui vale uma revisão de vida. Como tenho encarado o trabalho dos meus pais: sou um jovem grato ou estou extorquindo aqueles que me amam?
 
e) Dos parágrafos (27 – 57), as palavras que mais mexiam com meu ser eram: #abraçar, #escutar, #mesa, #benção. Quantas vezes você abraçou sua mãe hoje? Ou quantas vezes você se deixou ser abraçado por seus pais? Vamos crescendo e ficando com vergonha, não é mesmo? Algo nos constrange, e acreditem é o amor! Infelizmente não escutamos com atenção os nossos pais… Não sentamos  na mesa para partilhar como foi nosso dia! E quando sentamos estamos ainda presos a “tecnologia” que tem se tornado o senhor de nossas vidas… Lá em casa, a gente sempre janta junto nos finais de semana, passo a semana longe de casa para trabalhar e estudar junto com a minha irmã… Mas, quando chega sexta-feira ahhhh eu grito “Bendito seja Deus pela sexta-feira que reúne meu coração ao coração dos meus pais”! Mesmo, que passemos o jantar discutindo, nós estamos crescendo no amor, até o amor fraterno que corrige, que nos constrói. Santa mesa de jantar, que me formou para o mundo, que me faz desejar criar meus filhos assim, firmados em Deus… Juntos, mesmo nas dificuldades! Jovens, se na sua casa isso não acontece, evangelizem fazendo desse momento algo sagrado! É difícil no começo, mas isso fará sua família muito feliz! Quando nos reunimos para jantar o próprio Cristo vem participar da ceia conosco!
 
f) O capítulo oito me curou de muitas incertezas sobre construir uma família… Acredite, a Igreja acompanha a construção de cada lar! A Igreja acredita que nos jovens casais podemos ser fermento de vida nova para sociedade. Com todo nosso ânimo, com todo o vigor de nossa fase… Não tenhamos medo de viver um matrimônio! A igreja nos ajuda a discernir a vontade de Deus, e o mundo espera por respostas alegres, decididas, cheias de amor verdadeiro. O amor verdadeiro faz testemunhar e anunciar o evangelho com alegria, fidelidade e responsabilidade…
 
Ainda tenho muito a partilhar! Mas, acho que você precisa ler – de forma orante – e entender tudo que Deus quer fazer em você. Desligando meu celular na hora do jantar, ou a televisão… Abraçando e dizendo aos meus pais o quanto sou grata e os amo, escutando seus conselhos sobre casamento, rezando por eles, descobrindo na intimidade com Deus qual meu estado de vida, qual meu chamado para ser fermento, sal e luz para esse mundo! Desse jeito, vou encontrando a vontade de Deus e o sentido de ser família.
 
Precisamos de famílias novas, para um mundo novo… E essa exortação nos forma e nos orienta a seguirmos esse caminho! Estarei também rezando para que você possa fazer a descoberta desse amor em sua família, ou reconstruir o amor que já existe em você. Deus nos abençoe, que o Espírito Santo nos preencha de amor pelo Amado, e que pela intercessão da bem-aventurada e sempre Virgem Maria, e seu castíssimo esposo São José, sejamos unidos ao Cristo que muito nos ama e com coragem sejamos para este mundo, as famílias que Deus pensou! 
 
Leia a  exortação apostólica aqui
 
Larissa Sassi

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