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Vida inocente se perdeu: menino não recebeu atendimento médico porque pais utilizaram diversas “curas mágicas”

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Estudantes na marcha contra a superstição (Foto diocese de Miao)

Uma diocese católica na Índia lançou uma campanha médica e contra as superstições depois da morte de um menino que sofria de apendicite e não recebeu atendimento médico porque seus pais utilizaram diversas “curas mágicas” que resultaram inúteis para salvar seu pequeno.

O menino estudava na primeira escola de São Xavier em Lazu, na diocese de Miao do estado Arunachal Pradesh. O pequeno foi diagnosticado com apendicite durante uma revisão de rotina antes das férias de Natal.

O diretor da escola, o Pe. Joy Moc, alentou os pais a procurarem o tratamento médico correspondente no hospital, mas ambos fizeram caso omisso e usaram “curas mágicas e sobrenaturais”, com o qual o apêndice do menino se rompeu provocando-lhe a morte.

“Uma vida inocente se perdeu. Não queremos que isto se repita no futuro”, explicou o sacerdote ao grupo ACI no último dia 23 de janeiro.

Depois do falecimento do menino, a diocese decidiu realizar uma campanha médica e contra as superstições, que se realizou em 17 de janeiro. Nela participaram 500 estudantes e fiéis da comunidade.

Como parte da iniciativa se realizou uma marcha onde os participantes levaram cartazes nos quais se lia “Diga não à superstição”, “Nossa saúde é nosso direito”, “Vá ao médico se estiver doente” e “Remédios adequados a tempo”.

O Bispo de Miao, Dom George Pallipparambil, expressou seu apoio à campanha e assegurou suas orações pelos frutos da iniciativa. Em declarações ao Grupo ACI comentou que “a ignorância e as redes de superstição são grandes desafios. Para enfrentá-los a educação é uma prioridade”.

O estado de Arunachal Pradesh fica em uma região afastada da Índia e uma parte deste estado é reclamada pela China. A área é montanhosa e tem em seu território os Montes do leste dos Himalayas. As dificuldades do terreno e o difícil acesso são alguns dos fatores que geraram a pobreza, a falta de infraestrutura e o subemprego.

 

Fonte: ACI


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