Shalom

Vanda Santos fala sobre a missão Shalom em Madagascar

“Em Madagascar não temos benfeitores, nós somos os benfeitores”.

“Ser missionária Shalom em terras estrangeiras é uma grande graça de Deus. É tocar na vida de um povo que antes era desconhecido para mim, e hoje se torna o meu povo”, diz Vanda Santos, responsável local há 8 anos pela missão da Comunidade Shalom em Madagascar, na cidade de Antsiranana.

Segundo Vanda, por ser o país muito pobre, a realidade missionária de Madagascar é muito diferente das outras missões, não somente pela pobreza material, mas também espiritual. “Eu me sinto completamente impotente diante de tantas realidades, mas me sinto também surpreendida pela graça de Deus ao perceber que a ação poderosa de Deus age em todos os extremos”.

Evangelização e missão

A missão conta com 6 missionários e vários apostolados. Eles trabalham no Projeto José do Egito com aproximadamente 40 crianças, evangelizam porta a porta e realizam grupos de oração, sendo um no presidio da cidade, que inclui curso de violão para os detentos. “O povo que não tinha esperança e pouquíssima dignidade, depois que a Comunidade chegou, há 11 anos, é possível contemplar e ver no rosto do povo malgaxe, uma alegria e uma esperança diferente, um desejo de conhecer a imagem de Deus e ter uma experiência com Seu amor”.

Para a consagrada, o papel do Shalom na missão africana é trabalhar como formiguinha, dia após dia, sem esperar retorno. “Além das crianças e dos jovens, tocamos muito forte a realidade da Igreja local. É uma igreja pobre, mas que deseja levar a esperança”.

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Desafios

Um dos maiores desafios da missão que divide a alimentação do próprio sustento com cinco famílias, é o financeiro. No país, 90% da população é pobre, as crianças são desnutridas, um pai de família ganha em torno de um real por dia e não existe salário base para comprar roupas e alimentos. “Antigamente no Brasil era muito fácil se dizer a uma pessoa ‘Jesus te ama’, dentro de uma evangelização. Em Madagascar, nas terras africanas, de maneira especial, você não evangeliza ninguém dizendo isso. É preciso chegar na casa do pobre com alimentação para ele entender de fato que Jesus o ama, por meio da partilha”.

Testemunho

São muitas experiências que Vanda já viveu nas missões, no entanto, o que sempre marca é perceber que, como missionária, ela tem a capacidade, uma graça da soberania de Deus, de resgatar a dignidade humana. Assim é feito no curso de culinária promovido por ela e sua equipe. “No curso, a pessoa entra sem ter o que comer e sem saber como alimentar seus filhos. Elas aprendem a fazer um bolo simples e ao fim do curso recebem uma quantia em dinheiro para comprar os ingredientes. Fazem o bolo em casa e vendem e assim começam a ter recursos para alimentar seus filhos”.

Em Madagascar, Vanda conheceu realmente a pobreza humana, espiritual e moral. “Sou Shalom, filha de Deus, batizada, consagrada, celibatária e missionaria… E em Madagascar, é muita felicidade”.

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